EXTRAVASA – VOCÊ PODE MAIS!

EXTRAVASA – VOCÊ PODE MAIS!

Peço licença para todos vocês sobre o que estamos publicando no dia hoje! É muito forte cada palavra escrita ali no texto! Ele foi publicado no jornal “O Estadão” em 2015. Mas, é absolutamente ATUAL e se encaixa perfeitamente na mensagem que eu gostaria de passar a vocês! Extravasa – você pode mais!

Comunico que o texto é de autoria de Ruth Manus, uma brilhante advogada e professora universitária que, assim como eu e também várias outras pessoas, apreciam Drummond.

Apreciem sem moderação… Uma excelente leitura! Se fizer sentido pra você que está lendo este artigo, comente aqui as suas percepções!!!

Vamos lá…

QUANTO TEMPO AINDA VAMOS PERDER?

“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. ”

Ah, Drummond.

Ele sempre foi minha grande paixão. Mas essa frase… Essa frase é especial. Foi a frase que minha amiga amada pediu para pintarem na parede do seu quarto quando começou a quimioterapia. E ela viveu todos seus dias intensamente, com um sorriso no rosto, pedindo ‘pra’ ficar mais um pouco.

Até que um dia ela se foi. E eu, aos 18 anos, me prometi que viveria por mim e por ela. Que não teria medo de arriscar e que nunca faria da minha vida um mero encadeamento de dias. Estou tentando.

Então, diariamente, uma pergunta martela na minha cabeça: quanto tempo perdemos?  E quanto tempo ainda vamos perder?

Porque me falta tempo; porque acordo cedo amanhã; porque tô com enxaqueca; porque tô de dieta.

Com excesso de zelo, excesso de cautela, excesso de fé na ideia de que sempre pode ficar para amanhã.

Chega, vai. A vida é só uma e a vida passa correndo.

Então, quando a gente vê, já passaram as chances e tudo o que sobra na cabeça é um triste e fosco rol de hipóteses não tentadas e de riscos não corridos.

E essa conversa não é necessariamente sobre projetos grandiosos. Simplesmente, é sobre sopros de liberdade. Sobre uma vida mais feliz por ter menos regras intransponíveis.

É sobre, pegar um cinema sozinho, de preferência numa terça-feira.

Sobre, comprar uma passagem poucas horas antes do voo. Mas, ir só com a roupa do corpo.

Sobre voltar da padaria com um sonho para o porteiro do prédio.

Sobre, de repente, ir de pijama à garagem buscar aquele negócio que ficou no carro.

Sobre entrar no elevador com a toalha de banho enrolada na cabeça

Sobre comer jiló, javali, jaca, jacaré.

Sobre pedir desculpas por um erro de 2002.

Sobre pegar insetos nas mãos.

Sobre ligar, dizer que sente falta, que sente muito e que sente que pode ser agora.

Sobre comprar aquela peça de roupa que você sempre namorou, mas que acha inadequada .

Sobre fazer caretas para as crianças da perua escolar no trânsito.

Sobre parar num bar e tomar uma, duas, três cervejas só na sua companhia – em horários inadequados.

Sobre deitar na cama, dormir de roupa, sem escovar os dentes.

Sobre finalmente mandar pessoas tóxicas à merda.

Sobre cortar curtinho; ora pular do alto, ora nadar no fundo.

Sobre um belo dia resolver mudar e fazer tudo o que se quer fazer, se libertando daquela vida vulgar que a Rita Lee cantou.

Sobre não se render mais um dia à tal prudência egoísta que nada arrisca de Drummond.

Porque é fácil levar uma vida banal e queixar-se a respeito dela. Mas, será que quando a vida não é fantástica, a culpa é do destino ou a culpa é nossa?

Extravasa!

Eu não sei se a vida é curta, mas sei que essa vida é uma só. E que o tempo não volta.

A gente têm que fazer o que têm que ser feito. Você pode mais!

Pode ser hoje. Façamos ser hoje!

Gratidão Ruth!

E assim, o que posso dizer nesse exato momento: “Extravasa… libera e joga TUDO ‘pro’ AR”, se isso te deixar mais LIVRE, LEVE e SOLTO.

De certeza, temos apenas o HOJE! Sem mais…

Um abraço de 40 segundos.

 

CrisKarla – Master Coach Integral Sistêmico

[email protected]

www.criskarla.com.br

Fonter: Estadão

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